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Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito

Salo de Carvalho
4.9/5 (15766 ratings)
Description:Do autor, disponível em: https://www.academia.edu/3129179/Como...O livro que você inicia a leitura não é um trabalho sobre a interpretação das regras da Associação Brasi- leira de Regras Técnicas (ABNT) e muito menos um manual sobre como o aluno deve formatar o seu traba- lho, sobre qual a melhor técnica de citação ou sobre a utilidade das notas de rodapé.Este texto começou a ser elaborado em uma noi- te de insônia. Pretendia enviar um e-mail para os meus orientandos da Faculdade de direito da UFRGS com algumas dicas de como não iniciar o seu trabalho de conclusão. O e-mail transformou-se em um post para o antiblog de criminologia; o post foi convertido em um artigo; o artigo resultou no presente livro.Importante alertar os leitores de que só escrevi este livro porque não suporto metodologia. Os meto- dólogos (e suas metodologias) invariavelmente são enfadonhos, suas aulas entediantes e seus textos sono- lentos. Representam, em sua grande maioria, a buro- cracia ascética da pesquisa acadêmica. Imagino, ten- tando representar mentalmente o seu trabalho, o quão excitantes são as reuniões das Comissões da ABNT, em seus calorosos debates para definir as novas modalidades de citação bibliográfica; se o local de publicação deve ou não preceder a indicação da editora; se o título da obra ou do artigo deve ser grifado em negrito ou em itálico, se a fonte oficial de publicação deve ser Arial ou Times New Roman ou se haveria alguma licenciosidade com Courier New.Com o devido respeito a Umberto Eco: evite livros de metodologia que objetivam ensinar a melhor técnica de elaboração da ficha de leitura.Na linha da epígrafe de Becker, o método é demasiado importante para ser empobrecido com questões exclusivamente formais. Logicamente que formas mí- nimas são importantes, mas não podem, sob qualquer pretexto, sufocar as questões substanciais da pesquisa.Aliás, penso que não deveria existir uma disciplina específica intitulada “Metodologia de Pesquisa”, porque se metodologia é caminho, é trajeto de inves- tigação, deveria ser discutida constantemente em todas as aulas e, mais especificamente, entre orientando e orientador durante a concretização dos projetos. No entanto a formalização da metodologia como discipli- na autônoma revela uma cultura dogmática que valo- riza os procedimentos em detrimento dos conteúdos de investigação.O livro tem como objetivo, portanto, problematizar as formas usuais de redação dos trabalhos de con- clusão (monografias, dissertações e teses) nas Faculda- des de direito. Procura apontar os inúmeros equívocos derivados da supervalorização dos procedimentos de investigação e propor algumas alternativas viáveis para romper com esta herança burocrática que é uma das responsáveis pela estagnação da pesquisa jurídica.Procuro, através deste trabalho, debater com os alunos e com os professores possibilidades diversas de pesquisa, fundamentalmente como abordar conteúdos de forma não burocrática.Assim, elaborei esta monografia em forma de diálogo, redigido na primeira pessoa do singular. E para efetivar esta troca de experiências, dividi o trabalho em dois momentos. No primeiro descrevo uma espécie de pauta negativa sobre a pesquisa acadêmica: como não fazer uma pesquisa. No segundo, em uma pauta positiva, aponto algumas saídas possíveis que aprendi e desenvolvi durantes meus 15 anos de docência: como é possível fazer uma pesquisa. O momento propositivo foi construído a partir da apresentação de casos, ou seja, de trabalhos de conclusão que considero repre- sentativos em termos metodológicos e com qualidade no conteúdo da análise.Creio que esta forma de apresentação de virtuosos trabalhos acadêmicos (projetos de pesquisa, monogra- fias, dissertações e teses) permitirá aos alunos e aos professores perceber a infinita quantidade de métodos possíveis para além da mera revisão bibliográfica – forma que se efetivou como padrão e que se transfor- mou no vício da academia jurídica nacional.Espero, sinceramente, que este livro colabore para que os pesquisadores possam realizar um diag- nóstico dos problemas que a pesquisa jurídica enfren- ta atualmente, visualizar maneiras outras de investi- gação e qualificar o diálogo entre corpo docente e discente.We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito. To get started finding Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed.
Our library is the biggest of these that have literally hundreds of thousands of different products represented.
Pages
195
Format
PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Saraiva
Release
2014
ISBN
8502618628

Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito

Salo de Carvalho
4.4/5 (1290744 ratings)
Description: Do autor, disponível em: https://www.academia.edu/3129179/Como...O livro que você inicia a leitura não é um trabalho sobre a interpretação das regras da Associação Brasi- leira de Regras Técnicas (ABNT) e muito menos um manual sobre como o aluno deve formatar o seu traba- lho, sobre qual a melhor técnica de citação ou sobre a utilidade das notas de rodapé.Este texto começou a ser elaborado em uma noi- te de insônia. Pretendia enviar um e-mail para os meus orientandos da Faculdade de direito da UFRGS com algumas dicas de como não iniciar o seu trabalho de conclusão. O e-mail transformou-se em um post para o antiblog de criminologia; o post foi convertido em um artigo; o artigo resultou no presente livro.Importante alertar os leitores de que só escrevi este livro porque não suporto metodologia. Os meto- dólogos (e suas metodologias) invariavelmente são enfadonhos, suas aulas entediantes e seus textos sono- lentos. Representam, em sua grande maioria, a buro- cracia ascética da pesquisa acadêmica. Imagino, ten- tando representar mentalmente o seu trabalho, o quão excitantes são as reuniões das Comissões da ABNT, em seus calorosos debates para definir as novas modalidades de citação bibliográfica; se o local de publicação deve ou não preceder a indicação da editora; se o título da obra ou do artigo deve ser grifado em negrito ou em itálico, se a fonte oficial de publicação deve ser Arial ou Times New Roman ou se haveria alguma licenciosidade com Courier New.Com o devido respeito a Umberto Eco: evite livros de metodologia que objetivam ensinar a melhor técnica de elaboração da ficha de leitura.Na linha da epígrafe de Becker, o método é demasiado importante para ser empobrecido com questões exclusivamente formais. Logicamente que formas mí- nimas são importantes, mas não podem, sob qualquer pretexto, sufocar as questões substanciais da pesquisa.Aliás, penso que não deveria existir uma disciplina específica intitulada “Metodologia de Pesquisa”, porque se metodologia é caminho, é trajeto de inves- tigação, deveria ser discutida constantemente em todas as aulas e, mais especificamente, entre orientando e orientador durante a concretização dos projetos. No entanto a formalização da metodologia como discipli- na autônoma revela uma cultura dogmática que valo- riza os procedimentos em detrimento dos conteúdos de investigação.O livro tem como objetivo, portanto, problematizar as formas usuais de redação dos trabalhos de con- clusão (monografias, dissertações e teses) nas Faculda- des de direito. Procura apontar os inúmeros equívocos derivados da supervalorização dos procedimentos de investigação e propor algumas alternativas viáveis para romper com esta herança burocrática que é uma das responsáveis pela estagnação da pesquisa jurídica.Procuro, através deste trabalho, debater com os alunos e com os professores possibilidades diversas de pesquisa, fundamentalmente como abordar conteúdos de forma não burocrática.Assim, elaborei esta monografia em forma de diálogo, redigido na primeira pessoa do singular. E para efetivar esta troca de experiências, dividi o trabalho em dois momentos. No primeiro descrevo uma espécie de pauta negativa sobre a pesquisa acadêmica: como não fazer uma pesquisa. No segundo, em uma pauta positiva, aponto algumas saídas possíveis que aprendi e desenvolvi durantes meus 15 anos de docência: como é possível fazer uma pesquisa. O momento propositivo foi construído a partir da apresentação de casos, ou seja, de trabalhos de conclusão que considero repre- sentativos em termos metodológicos e com qualidade no conteúdo da análise.Creio que esta forma de apresentação de virtuosos trabalhos acadêmicos (projetos de pesquisa, monogra- fias, dissertações e teses) permitirá aos alunos e aos professores perceber a infinita quantidade de métodos possíveis para além da mera revisão bibliográfica – forma que se efetivou como padrão e que se transfor- mou no vício da academia jurídica nacional.Espero, sinceramente, que este livro colabore para que os pesquisadores possam realizar um diag- nóstico dos problemas que a pesquisa jurídica enfren- ta atualmente, visualizar maneiras outras de investi- gação e qualificar o diálogo entre corpo docente e discente.We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito. To get started finding Como (não) se faz um trabalho de conclusão: provocações úteis para orientadores e estudantes de Direito, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed.
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Pages
195
Format
PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Saraiva
Release
2014
ISBN
8502618628
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